PARE DE FUMAR

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PM é acusado de ter assassinado pastor após discussão no trânsito


Resende

O aspirante da Polícia Militar Dênis Rocha da Matta, 31 anos, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do pastor e agricultor Antônio Carlos Albarelo, que hoje teria 45 anos. A maioria dos jurados decidiu pela condenação do réu por homicídio qualificado, em audiência realizada ontem, entre as 11h40min e as 20 horas. A sentença foi lida pelo juiz Luís André Bruzzi Ribeiro, no Tribunal do Júri da Comarca de Resende.A sessão lotou com a participação de 90 pessoas, entre parentes e amigos das partes envolvidas no crime, através da distribuição de senhas. No mesmo dia, com início às 9 horas, mais de 500 pessoas realizaram uma manifestação em frente ao Fórum, no bairro Jardim Jalisco, clamando por justiça pelo assassinato do pastor. Em apoio aos familiares da vítima, centenas de membros da Igreja Cristã Maranata de cidades da região Sul Fluminense e amigos compareceram ao local devido ao julgamento do policial militar, acusado de ter praticado o homicídio no dia 16 de março de 2007. O irmão caçula da vítima, José Luís Albarelo, lamentou o acontecimento que tirou a vida de seu amigo e sócio de negócios. “O protesto é pacífico. Ele era um homem de Deus, pai de família e viveu para a família. Queremos justiça! Nossos irmãos em Cristo estão aqui para que o caso não fique impune. Ele deixou esposa e um casal de filhos. Hoje, a menina tem 19 anos e o filho, 17. Trabalhou seis anos como pastor na Vila Santo Antônio, em Bulhões, onde morava com a família. Ele era natural de Lorena, São Paulo, e chegou com meus pais a Bulhões com três anos de idade. No dia do crime, ele tinha ido ao Manejo fazer o pagamento de uma compra de gado. Ele era motorista do caminhão, agricultor e também criava animais. Morreu no local do fato e foi enterrado em Lorena”, conta o irmão, com as lágrimas contidas.Conforme a denúncia oferecida pelo Ministério Público, no dia do crime o pastor, que dirigia um caminhão Ford, modelo F4000, ano 1969, e o policial, que conduzia o seu veículo Peugeot, tiveram uma discussão após um acidente envolvendo os dois carros na Rua Padre José Sundrup, no bairro Manejo, em Resende. De acordo com testemunhas, o PM teria fechado o pastor no trânsito, o que provocou danos em ambos os veículos. Segundo o registro de ocorrência feito na 99ª Delegacia Legal, de Itatiaia, Dênis teria atirado contra a vítima pelas costas, na nuca, no momento em que ela abaixou para analisar os estragos ocasionados pelo acidente. Em seguida, o suspeito teria fugido, sendo localizado pelos soldados Corrêa e Marinho, que o prenderam em flagrante na Rua do Rosário, próximo à Santa Casa. A pistola 380 foi apreendida com nove munições intactas e, segundo o réu, estaria com dez cartuchos antes do fato trágico.No depoimento do acusado na 99ª DP, há relatos de que o pastor teria fechado Dênis por três vezes, resultando na batida que danificou a lateral do carro. Dênis ainda teria dito que o pastor desceu do caminhão com uma barra de ferro na mão, complementando que ele apenas se defendeu de uma possível agressão. O suposto instrumento, que estaria em poder da vítima, não foi localizado.O defensor público Marcelo Machado, da 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que foi designado especialmente para acompanhar o caso, pediu a redução de pena durante as explanações para que o crime não fosse considerado hediondo. Ele já entrou com recurso para que a pena seja reduzida em 14 anos. O policial se reservou ao direito de permanecer em silêncio durante o julgamento.O promotor Fábio Vieira dos Santos baseou-se na acusação por provas periciais. “Ele pediu desligamento da Academia Militar das Agulhas Negras quando era cadete do 3º ano, por ter furtado talões de cheques, além de mau comportamento, somando sete prisões como punição. Após o crime ele foi expulso da corporação e ficou preso no Batalhão Prisional da PM, no entanto, já conseguiu a reintegração pelo Tribunal de Justiça do Rio, por questões administrativas. Vou recorrer da decisão criminal para que ele seja expulso. Há indícios de que a vítima foi assassinada a queima-roupa, enquanto analisava o prejuízo do carro”, relembra


RESPOSTA. Cana nele, sem comentários

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